quarta-feira, 20 de abril de 2011

Feel Brazil

Uma pesquisa de mercado encomendada pela cervejaria alemã Veltins mostrou que o "estilo de vida" dos brasileiros faz sucesso entre os alemães entre 20 e 30 anos. Aqui, leia-se "estilo de vida" como "as vivências marcadas pelo sol, carnaval, praia". Claro, tudo o que faz parte do nosso dia-a-dia mesmo.

Com essa informação, a cervejaria fundada em 1824 e que nunca havia investido em nenhuma outra bebida que não a oriunda do lúpulo, fez uma limonada: Lançou lá na Alemanha uma bebida "sabor caipirinha" chamada Bayão. Oh yeah, os gringos têm imaginação.


E dá-lhe imaginação. Cerca de R$1,1 milhão já foi investido na bebida feita a partir da mistura de vinho de frutas e refrigerante que imita o sabor da caipirinha, resultando numa garrafinha de 275 ml, com teor alcoólico de 5% e custando cerca de R$11,50 a embalagem com quatro garrafas. E outros R$13,8 milhões devem ser injetados até o fim do ano para promover a Bayão na terra do chucrute.


E se alguém adivinhar quem foi eleito garoto-propaganda da tal "caipirinha", ganha uma limonada, já que Bayão mesmo, só lá na gringolândia...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A Arezzo de salto quebrado


Nem a certinha a Glória Pires na campanha da nova coleção da Arezzo vai conseguir tirar a má impressão que a grife de sapatos e acessórios femininos gerou entre os consumidores na última semana, principalmente nas redes sociais.
 

Desde ontem, a marca fazia parte dos topic trends do Twitter. E não é porque estão falando bem da nova coleção. Muito pelo contrário: A ideia de lançar bolsas e sapatos feitos de pele de raposa, coelho e ovelha, para a coleção Pelemania pegou bem mal entre os consumidores.

Hoje, de acordo com vários sites inclusive o iG (de onde eu tirei essa informação), a Arezzo dos irmãos Anderson e Jefferson Birman anunciou que vai recolher todas as peças da nova coleção. 

As mais de 300 lojas Arezzo espalhadas pelo Brasil ainda têm mais 30 irmãs pelo exterior. A marca começou produzindo calçados masculinos em 1972 com o apoio do pai dos irmãos Birman, Henrique Lemos Birman, e hoje é focada apenas no público feminino e vice-presidida pelo neto Alexandre Birman.

A foto é daqui.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ela vem chegando...



Eu já tinha lido essa notícia no ano passado em vários lugares por aí. Mas quando ia pesquisar, descobria que nada estava confirmado ainda.

Mas mesmo sendo um "parece que é oficial", vale contar a boa: A rede de cosméticos Sephora, do grupo Louis Vuitton Moët Hennessy, LVMH, (sim, o mesmo dono da fina francesa Louis Vuitton, tão querida entre as imitações da 25 de Março) está chegando ao Brasil.

Parece que a loja de cosméticos desembarca no segundo semestre deste ano, e o destino favorito, claro, são os shoppings de luxo, como o Iguatemi e o Cidade Jardim, ambos em São Paulo.

O grande problema que a Sephora vai encontrar aqui, é o mesmo que eu e você, caro mortal, encontramos todos os dias: os impostos. A rede praticamente não teria concorrentes - trata-se de uma loja grande, com cosméticos e maquiagens das mais diversas marcas, desde Dior, até as marcas próprias da Sephora, coisas que aqui no Brasil não são encontradas assim, "de baciada".

Porém, os altíssimos impostos para a importação de cosméticos e perfumes no Brasil, que variam de 18% a 35% (!!!) são capazes de fazer com que um batom Dior, por exemplo, custe R$100 aqui e, no mesmo dia, US$25 na Sephora da Time Square. Sacou?

No mundo todo, o francesinha está em 23 países, com 986 pontos no total. Os Estados Unidos concentram o maior mercado da Sephora, seguido por Japão e China, sendo que essa última recebeu sua primeira rede-eu-quero-tudo-pra-mim há apenas cinco anos e as 40 lojas que hoje existem lá hoje, devem pular para 100 ainda neste ano. 

Parece que o investimento em países emergentes como a China - e o grande sucesso que a rede vem tendo entre os chineses - inspirou o grupo a virar os olhos para o Brasil como um mercado potencial.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O pulo do malte



2010 foi um ano record para a exportação de whisky escocês por todo o planeta: somando dados do mundo todo, as vendas da bebida cresceram 10%, comparado a 2009, o que representa R$9 bilhões em compras.

Aqui no Brasil, estamos na 11ª posição no ranking dos países que mais consomem o destilado no mundo, o que representa um gasto de R$175,5 milhões em compras das garrafinhas cheias do líquido escocês no ano passado, aumentando em 12% as importações de whisky comparado com 2009.

Mas, se aqui no tupiniquim o consumo da bebida aumentou, nós somos a exceção do continente: o consumo de whisky nas Américas Central e do Sul caiu 9% no ano passado.

Os dados da Associação Escocesa de Whisky colocam os Estados Unidos em primeiro lugar no consumo da bebida, totalizando R$1,3 bilhão em compras em 2010. Porém, quem mais se destaca no ranking "on the rocks" é a Africa do Sul: consumiram 56% a mais de whisky em 2010 em relação a 2009.

Gigante
No Brasil, o consumo de whisky representa 17% do total de consumo de bebidas alcoólicas. De olho nessa fatia de malte, a Diageo quer aumentar esse mercado e vai investir, até junho deste ano, o dobro do que foi investido no ano passado, criando ações, promoções e campanhas publicitárias.

Vale lembrar que hoje o Brasil está entre os 10 maiores consumidores da Diageo do mundo, sendo que até 2007 não estacionava nem entre os 20.