terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Para as mulheres





A PepsiCo lançou recentemente um biscoito feito especialmente para o público feminino.


Os biscoitos eQilibri foram lançados no ano passado em duas versões: Cracker, que pelo formato é tipo um mini cream-cracker mesmo, e vem nos sabores toque de limão, mussarela de búfala e manjericão, e original (sejá lá o que isso signifique tratando-se de um salgadinho) em embalagens de de 23g e 100g.
A outra versão é a Penetini, em embalagens de 40g, nos sabores queijo suave e presunto parma, e parece uma torradinha.
Eu ainda não experimentei. Pelo mesmo motivo detectado fazendo uma pesquisa rápida entre meus amigos: Nunca vi em lugar algum. 
A ideia de lançar um produto especialmente para o público feminino pode ser uma sacada: Trabalham com a ideia de ser um biscoito mais leve, com menos gordura e menos calorias, a embalagem "cabe na bolsa", o site é todo voltado para a "mulher moderna", que trabalha e tem dupla jornada, e além disso, trata-se do público que mais consome no país, certo?
Mas pode ser também arriscado. Um produto destinado a um público específico, automaticamente excluí todo o resto.
Arriscado ou certeiro, o lançamento do eQilibri chegou para engordar o portfólio de snacks da Pepsico, já recheado com a Elma Chips e os salgadinhos Fofura e Lucky.





domingo, 23 de janeiro de 2011

Carrotmob. Você já ouviu falar?






Há alguns anos nos Estados Unidos, um cara chamado Brent Schulkin "inventou" um novo método de estimular as empresas a entrarem na onda verde do ecologicamente correto. Schulkin percebeu que, se as pessoas passassem a comprar apenas produtos oriundos de empresas que tivessem uma política ecológica bacana, o mercado  ficaria estimulado a cumprir uma agenda verde.
Ao invés de unir pessoas para boicotar algum estabelecimento, a comunidade volta os olhos para quem cria iniciativas como reciclar o lixo, não usar sacolas plásticas etc. É como se fosse um boicote ao contrário. E muito mais fácil, já que apontar caminhos costuma ser mais viável do que simplesmente tentar (quase sempre em vão) vetar algum estabelecimento. 
"Carrot and stick" remete àquela velha história do burro que pode andar estimulado por palmadas, ou com uma cenoura à sua frente como futura recompensa.
Ou seja, ao invés de "bater" nas empresas fazendo passeatas, boicotes e protestos para que elas se comprometam com o futuro do planeta, esse método oferece a cenoura à elas. Ou melhor, o lucro.
É mais fácil porque as pessoas estão mais dispostas a participar de um Carrotmob do que de um boicote.


Na prática
Cria-se um grupo de pessoas de uma mesma comunidade e, num flashmob literalmente, combina-se um dia para que todo mundo vá ao estabelecimento e compre normalmente, sem alarde, sem protestos. A empresa lucra, o concorrente fica sabendo e tem que se mover para - literalmente - correr atrás do prejuízo.


Essa iniciativa ainda não chegou ao Brasil. Mas a ideia já e a semente começa a ser plantada. 
E você? O que acha? Participaria? 

sábado, 15 de janeiro de 2011

Brasil otimista


Setenta e três por cento dos brasileiros acham que 2011 será melhor do que 2010. Esse dado coloca o Brasil como o segundo país mais otimista do mundo.
Foi o que concluiu o Barômetro Global do Otimismo, uma pesquisa realizada no ano passado pelo
Ibope, em parceria com a Worldwide Independent Network of Market Reserch, que ouviu 64 mil pessoas em 53 países.
Segundo a pesquisa, nenhum país desenvolvido entrou para o grupo dos oito países mais otimistas do mundo: Encabeçada pela Nigéria (83%), a lista seguiu com o Brasil (73%), Vietnã (73%), China (67%), Gana (64%), Argentina (60%) e Bangladesh (também com 60%). Sim, somos tão otimistas quanto os Vietnamitas.
Os dados do Barômetro, uma pesquisa que mede anualmente a expectativa da população para o ano seguinte através dos indicadores de esperança e descrença, também concluiram que a América Latina é a região mais otimista do mundo (puxada pelo Brasil e os hermanos argentinos), seguida da África (com Nigéria e Gana) e Ásia (puxada pela China e pelo Vietinã)


Na mesma
Na média, segundo a pesquisa, os países Árabes acreditam que 2011 será a continuidade de 2010, e ficará na mesma.
Expectativa até positiva, se considerarmos os países do antigo bloco soviético: Apenas 27% estão otimistas. Pior ainda na Europa, continente mais temeroso do mundo neste ano-novo.

Nunca antes na história...
O nosso otimismo é o mais alto da história: Em 2009, 71% da população via com bons olhos o próximo ano. E em 30 anos esse indicador quase dobrou, passando de 38% em 1980, para 49% na década seguinte, 59% em 1997, e 73% em 2010.
A pesquisa também pôde localizar os "picos de otimismo" do brasileiro. Em 1994, no auge do Plano Real, o otimismo tomava conta de 68% dos brasileiros, e em 1980, com a vitória da Campanha das Diretas, 60% acreditavam que 1961 seria melhor.

A pesquisa completa pode ser visualizada
aqui, no site do Ibope.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Um negócio chamado São Paulo Fashion Week





E foi dada a largada para a disputa dos crachás mais cobiçados do mundo fashion.
O debutante São Paulo Fashion Week (neste ano, a semana de moda mais importante da América Latina chega ao seu 15º aniversário) já está com os motores aquecidos para desfilar suas tendências entre os dias 28 de janeiro e 02 de fevereiro.
Fora a sola de sapato para gastar pelo pavilhão da Bienal, você sabe quanto custa uma edição dessa semana de moda tupiniquim?


Na edição passada, R$13 milhões foram investidos no evento (até então, a média de investimento por edição era de R$8 milhões)


Somando as duas edições anuais, o SPFW impulsiona cerca de R$1,8 bilhões em negócios relacionados direta ou indiretamente ao evento.


São 5 mil empregos diretos ou indiretos que surgem em decorrência do evento


Os estilistas e as grifes que compõem o SPFW chegam a investir R$7,5 milhões por temporada


Só de jornalistas, são mais de dois mil, incluindo os brasileiros e a imprensa gringa (países como Rússia, EUA, Itália e Alemanha sempre dão as caras por aqui).


Cerca de 350 modelos desfilam seus corpos esguios pelas passarelas ao longo dos seis dias de evento.


Desde a sua primeira edição, em 1996, quase dois milhões de pessoas assistiram aos desfiles.



Cerca de 35% do público que assiste aos desfiles do SPFW, vem de fora de São Paulo.




*Os dados são da PRCom

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Geração Mesbla





A francesa Mesbla e a inglesa Mappin, as queridinhas do consumo na década de 1980, foram as propulsoras do crediário e inauguraram um novo jeito de consumo no Brasil. Tudo indicava, que, ao aportarem nas calçadas e shoppings tupiniquins, o sucesso seria certeiro. Tinha até um certo glamour nas duas gringas. Quem nunca teve uma roupa ou um utensílio doméstico de uma ou da outra? Ou das duas?!


Porém, ao longo dos anos, o glamour foi se transformando em concorrências mais fortes (lojas e hipermercados estrangeiros estavam sendo estabelcidos no país), em tentativas de reformulações, dívidas e, finalmente, brigas judiciais. Até que, em 29 de julho de 1999, quando ambas estavam nas mãos de Ricardo Mansur (Em 1996 assumiu o controle acionário do Mappin, e no ano seguinte, o da Mesbla), a falência das duas maiores lojas de departamento do país foi decretada. 


Naquele ano, o cenário ecônomico do país não era dos melhores. Não é novidade que, desde o início do Plano Real, uma série de empresas tradicionais vinham fechando as portas. A maré não estava pra peixe, e, em decorrência dessa crise financeira, até aquele dia 29 de julho, empresas como Encol, Rede Manchete e Lobras já haviam encerrado suas atividades. 


Desde 2009 há boatos e especulações dando conta de que uma dessas duas rainhas das lojas de departamento dos anos 1980, a Mesbla, estaria de olho nas sacolas - ecobags ou não! - dos brasileiros. E voltaria.


Ainda nas mãos de Ricardo Mansur, a francesinha renasceria como loja virtual feminina. Isso porque a marca Mesbla não entrou no processo de falência da companhia e ainda permanece nas mãos de Mansur.


Houve até um site piloto, mas, por mais uma confusão de Mansur (ele não abriu mão que seu nome constasse no contrato, pontapé inicial para o desentendimento com a agência já contratada para fazer o trabalho, a J3P), o projeto caiu por água abaixo.


E ai, a Mesbla e o Mappin voltam ou não?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Novidades enotécnicas


Uma marca de vinho portuguesa vai se reposicionar no mercado brasileiro neste ano. A novidade, além de anúncios e ações de marketing, é que o investimento será no público jovem, que, em tese, não toma e não conhece nada do mundo do vinho.


Aqui no Brasil os jovens realmente não têm o hábito de tomar vinho. A brecha existe, e se der certo, é um nicho que tem tudo pra se desenvolver. Soube que a ideia é implantar o hábito de tomar vinho na balada - brancos e rosés, já que estamos falando do clima tropical do Brasil.


Um desafio e tanto. Mas como toda grande marca sabe, a ordem é essa mesmo: Primeiro desenvolve-se a categoria (neste caso, cria-se o hábito de se tomar vinho entre os jovens) e, na carona, desenvolve-se a marca.



domingo, 2 de janeiro de 2011

Compras e benefícios





Na semana passada saiu na Folha, no caderno Mercado, uma daquelas matérias básicas de "Como ter dinheiro em 2011".
No site, só tem para assinantes, mas essas dicas são meio genéricas e estão por toda parte (aqui no IG, também tem, por exemplo).


Deixando de lado aquelas dicas básicas, como "faça uma planilha de gastos mensais" ou "escolha uma forma de invetsimento que seja de acordo com a sua realidade financeira e invista, nem que seja R$50,00 por mês", o que mais me chamou a atenção, foi uma economista dizendo "Compre o que vai te trazer algum benefício. Quando for comprar um produto, primeiro pense, que tipo de benefício isso vai me trazer? Se a resposta for nenhum, deixe de lado", explica.


Um bom mantra para ser repetido ao longo do ano, certo?

2011: Pra começar





Hoje eu começo A cigarra canta
Talvez aproveitando a energia do primeiro dia do ano, quando aquela nossa lista de desejos está pulsando nas nossas cabeças.

E pra falar em primeiro dia do ano, não poderia deixar passar a posse a primeira presidente mulher do Brasil. 
Dilma, no seu discurso na cerimônia da posse, dentre milhares de projetos e promessas, falou numa "classe média sólida e empreendedora".
Graças ao tão falado avanço da classe média no Brasil, muitas coisas mudaram, e a maioria das empresas - pra não dizer todas - produtoras ou ligadas à produção de bens de consumo tiveram que se repensar e se reposicionar moldadas por esse novo cenário econômico brasileiro. Sei de multinacionais que já correram para criar seu núcelo de produtos e lançamentos direcionados para a classe C.

Numa analogia à história da formiga e da cigarra, posso dizer que essa "nova" classe social é uma mistura desses dois insetos: trabalha muito como a formiga, mas, em decorrência de todo esse trabalho e da situação econômica do país (sempre trabalhou-se muito, mas agora o dinheiro está começando a girar de verdade), goza cada vez mais de condições para cantarolar como a cigarra, pelos quatro cantos do país e do mundo. 
A CVC que o diga! Nunca antes na história deste país, venderam-se tantos pacotes de turismo como neste ano de 2010. A cigarra canta e viaja...

A cigarra canta surgiu da ideia de falar sobre essa nova situação consumista em que o Brasil se encontra: dezenas de produtos são lançados diariamente, os preços sobem, descem e sobem de novo, as empresas se reposicionam, criam, tiram de circulação, mudam de nome e de embalagem para agradar os consumidores com dinheiro na mão e ávidos por novidades. Quanto custa acompanhar essa mudança de cenário? Quais novidades estão surgindo? O que as empresas estão fazendo para fidelizar de vez seus clientes? Tem funcionado? 

Como diria Raul Seixas, "a formiga só trabalha porque não sabe cantar".
Feliz ano-novo!