terça-feira, 25 de outubro de 2011

Casa nova!

Estou de casa nova, tentando centralizar tudo num blog só.
Para conhecer, clique aqui, ou digite www.euleioabula.wordpress.com

Espero vocês lá!


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Em reforma

Sim, eu perdi todas as minhas imagens aqui do blog. Não sei o que aconteceu, mas deve ter sido grave.
Estou migrando para o Wordpress. Assim que o novo endereço estiver tinindo, eu coloco aqui para redirecioná-los.


Agradeço a paciência.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Caninha com terroir



Com o frio de 14° que fez ontem a noite em São Paulo, eu não poderia fazer nada melhor do que tomar uma cachaça. Por isso, preferi não entrar em conflito comigo mesma e fui desbravar o centro da capital, mais precisamente o tradicional Paribar, para o lançamento dos novos rótulos da cachaça Santo Grau.

A marca já existe desde 1992, com os rótulos de Paraty e da mineira de Coronel Xavier Chaves. Mas agora decidiram repaginar as duas branquinhas e aproveitar a deixa para lançar um terceiro rótulo, com produção em Itirapuã (214 Km da capital), contemplando os paulistas.

Com as três representantes, Santo Grau estreia uma nova fase para as cachaças, investindo no terroir da marvada. Sim, terroir, aquela palavra fancesa que você só ouve quando falam de vinhos, tratando-se da característica que a bebida traz de acordo com o lugar onde a matéria-prima é cultivada. Entendeu agora o por quê de um rótulo de cada lugar?

Na prática, a de Paraty é a que tem o cheiro mais acentuado de cachaça, mas na boca o sabor não é tão forte. A mineira - normalmente a minha favorita - tem cheiro e sabor bem mais suave, e a paulista - para a minha surpresa, a minha preferida! - traz um cheiro de madeira e sabor na medida.
 
Todas as caninhas da Santo Grau são cachaças premium, feitas a partir do "coração", que é a parte mais nobre da destilação da cana, obtida depois da evaporação da "cabeça", parte rica em alcoóis mais voláteis, e antes do aparecimento da "cauda", final do processo, que tem um teor alcoólico muito baixo.

O preço sugerido das garrafas é R$35,00 e elas já começaram a ser distribuídas por aí. Mas se quiser achar sem sair do lugar, liga lá no SAC 0800 558018 ou (11) 3875 1223 e aproveita a água na boca pra visitar o site (ainda em construção).

A cigarra cantou e saiu bem bêbada da Praça Dom José Gaspar. Porém, aquecida!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A evolução da C&A






E já que eu comecei o assunto da evolução das marcas aqui, com a Coca Cola, e falei da C&A aqui, em outro post, olha como eram os logos da queridinha da Gisele Bunchen.

Falando em marcas...

Só no ano passado 129.600 pedidos de de registros de novas marcas foram feitos ao Inpi, Instituto Nacional da Propriedade Industrial.
É o maior número de registros da história da entidade, que foi criada em 1970.

No primeiro trimestre deste ano 32.600 solicitações já foram feitas, e nos últimos dois anos o número de registro de marcas cresceu 43,8%.

A economia cresce, o investimento cresce, as marcas e as empresas aparecem. E a Cigarra tem cantado como nunca no ritmo do pandeiro e tamborim...
 Foto daqui

Caiu na rede

A Nike está para a C&A, assim como a C&A está para a Adidas.
Se pra você a frase não tem a menor ligação - Nike e Adidas, ok. Mas que diabos a C&A tem com isso? - preste atenção nesse estudo feito pelo Grupo Troiano, em parceria com o Ibope Inteligência e a e-bit.


O levantamento classificou as marcas que mais se destacam na web, em sete segmentos: Automóveis, bancos, bebidas alcoólicas, eletrodomésticos, telefonia e vestuário/moda, incluindo sete marcas em cada categoria.

Começa a fazer mais sentido pra você? Pois de acordo com os 1.450 brasileiros entervistados, a Fiat está em primeiro lugar na categoria Automóveis, o Itaú lidera em Bancos, a Skol em Bebidas Alcoólicas, a Electrolux em Eletrodomésticos, a Sony em Eletroeletrônicos, a Tim em Telefonia, e a Nike em Vestuário/Moda. 

O pódio de cada categoria ficou assim:

Auotmóveis - Fiat, Volkswagen, Chevrolet
Bancos - Itaú, Banco do Brasil, Bradesco
Bebidas Alcoólicas - Skol, Johnnie Walker, Smirnoff
Eletrodomésticos - Electrolux, Brastemp, Arno
Eletroeletrônicos - Sony, Samsung, HP
Telefonia - Tim, Vivo, Oi
Vestuário - Nike, C&A, Adidas


Campeãs: As mais mais da web

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Feel Brazil

Uma pesquisa de mercado encomendada pela cervejaria alemã Veltins mostrou que o "estilo de vida" dos brasileiros faz sucesso entre os alemães entre 20 e 30 anos. Aqui, leia-se "estilo de vida" como "as vivências marcadas pelo sol, carnaval, praia". Claro, tudo o que faz parte do nosso dia-a-dia mesmo.

Com essa informação, a cervejaria fundada em 1824 e que nunca havia investido em nenhuma outra bebida que não a oriunda do lúpulo, fez uma limonada: Lançou lá na Alemanha uma bebida "sabor caipirinha" chamada Bayão. Oh yeah, os gringos têm imaginação.


E dá-lhe imaginação. Cerca de R$1,1 milhão já foi investido na bebida feita a partir da mistura de vinho de frutas e refrigerante que imita o sabor da caipirinha, resultando numa garrafinha de 275 ml, com teor alcoólico de 5% e custando cerca de R$11,50 a embalagem com quatro garrafas. E outros R$13,8 milhões devem ser injetados até o fim do ano para promover a Bayão na terra do chucrute.


E se alguém adivinhar quem foi eleito garoto-propaganda da tal "caipirinha", ganha uma limonada, já que Bayão mesmo, só lá na gringolândia...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A Arezzo de salto quebrado


Nem a certinha a Glória Pires na campanha da nova coleção da Arezzo vai conseguir tirar a má impressão que a grife de sapatos e acessórios femininos gerou entre os consumidores na última semana, principalmente nas redes sociais.
 

Desde ontem, a marca fazia parte dos topic trends do Twitter. E não é porque estão falando bem da nova coleção. Muito pelo contrário: A ideia de lançar bolsas e sapatos feitos de pele de raposa, coelho e ovelha, para a coleção Pelemania pegou bem mal entre os consumidores.

Hoje, de acordo com vários sites inclusive o iG (de onde eu tirei essa informação), a Arezzo dos irmãos Anderson e Jefferson Birman anunciou que vai recolher todas as peças da nova coleção. 

As mais de 300 lojas Arezzo espalhadas pelo Brasil ainda têm mais 30 irmãs pelo exterior. A marca começou produzindo calçados masculinos em 1972 com o apoio do pai dos irmãos Birman, Henrique Lemos Birman, e hoje é focada apenas no público feminino e vice-presidida pelo neto Alexandre Birman.

A foto é daqui.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ela vem chegando...



Eu já tinha lido essa notícia no ano passado em vários lugares por aí. Mas quando ia pesquisar, descobria que nada estava confirmado ainda.

Mas mesmo sendo um "parece que é oficial", vale contar a boa: A rede de cosméticos Sephora, do grupo Louis Vuitton Moët Hennessy, LVMH, (sim, o mesmo dono da fina francesa Louis Vuitton, tão querida entre as imitações da 25 de Março) está chegando ao Brasil.

Parece que a loja de cosméticos desembarca no segundo semestre deste ano, e o destino favorito, claro, são os shoppings de luxo, como o Iguatemi e o Cidade Jardim, ambos em São Paulo.

O grande problema que a Sephora vai encontrar aqui, é o mesmo que eu e você, caro mortal, encontramos todos os dias: os impostos. A rede praticamente não teria concorrentes - trata-se de uma loja grande, com cosméticos e maquiagens das mais diversas marcas, desde Dior, até as marcas próprias da Sephora, coisas que aqui no Brasil não são encontradas assim, "de baciada".

Porém, os altíssimos impostos para a importação de cosméticos e perfumes no Brasil, que variam de 18% a 35% (!!!) são capazes de fazer com que um batom Dior, por exemplo, custe R$100 aqui e, no mesmo dia, US$25 na Sephora da Time Square. Sacou?

No mundo todo, o francesinha está em 23 países, com 986 pontos no total. Os Estados Unidos concentram o maior mercado da Sephora, seguido por Japão e China, sendo que essa última recebeu sua primeira rede-eu-quero-tudo-pra-mim há apenas cinco anos e as 40 lojas que hoje existem lá hoje, devem pular para 100 ainda neste ano. 

Parece que o investimento em países emergentes como a China - e o grande sucesso que a rede vem tendo entre os chineses - inspirou o grupo a virar os olhos para o Brasil como um mercado potencial.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O pulo do malte



2010 foi um ano record para a exportação de whisky escocês por todo o planeta: somando dados do mundo todo, as vendas da bebida cresceram 10%, comparado a 2009, o que representa R$9 bilhões em compras.

Aqui no Brasil, estamos na 11ª posição no ranking dos países que mais consomem o destilado no mundo, o que representa um gasto de R$175,5 milhões em compras das garrafinhas cheias do líquido escocês no ano passado, aumentando em 12% as importações de whisky comparado com 2009.

Mas, se aqui no tupiniquim o consumo da bebida aumentou, nós somos a exceção do continente: o consumo de whisky nas Américas Central e do Sul caiu 9% no ano passado.

Os dados da Associação Escocesa de Whisky colocam os Estados Unidos em primeiro lugar no consumo da bebida, totalizando R$1,3 bilhão em compras em 2010. Porém, quem mais se destaca no ranking "on the rocks" é a Africa do Sul: consumiram 56% a mais de whisky em 2010 em relação a 2009.

Gigante
No Brasil, o consumo de whisky representa 17% do total de consumo de bebidas alcoólicas. De olho nessa fatia de malte, a Diageo quer aumentar esse mercado e vai investir, até junho deste ano, o dobro do que foi investido no ano passado, criando ações, promoções e campanhas publicitárias.

Vale lembrar que hoje o Brasil está entre os 10 maiores consumidores da Diageo do mundo, sendo que até 2007 não estacionava nem entre os 20.

sexta-feira, 25 de março de 2011

A russa é pop!

Chega ao mercado nacional mais uma garrafa cheinha do destilado de origem russa. É que a Petrópolis (das populares Crystal e Itaipava) lançou nesta semana a vodca Blue Spirit Unique, um produto premium, pra concorrer com as consagradas Absolut, da Pernod Ricard (que hoje é dona de 70% do bolo das russas premium no Brasil) e Smirnoff Black, da Diageo.

A "aguinha" (água no diminutivo, tradução literal para a palavra vodca em várias línguas eslavas) da Petrópolis vai ter produção nacional e vai circular, inicialmente, pelos mercados de São Paulo e Rio de Janeiro, num valor entre R$55,00 e R$75,00 a garrafa de um litro.

Além da vodka pura, a Blue Spirit será laçada também na versão Ice, formato já consolidado no Brasil, cujo consumidor maior é o público feminino. Claro. A latinha, com 269 ml, deve custar R$3,00 e nesse mercado concorre com Smirnoff Ice, da Diageo.

Segundo o Grupo Petrópolis, são consumidos hoje 60 milhões de litros de vodca por ano no Brasil, o que representa 10% do volume de bebidas alcoólicas vendidas no Brasil. 




Blue Spirit: garrafa lembra Ciroc e logo da Ice lembra Smirnoff, não?



quinta-feira, 24 de março de 2011

Roupa nova para O Boticário



O Boticário resolveu trocar de roupa. Abandonou a cor verde e as letras serifadas, encarnou o papel de marca moderninha, e assumiu diversas cores para a nova logomarca lançada em comemoração ao 34º aniversário.


A rede balzaca é especializada em produtos de beleza (aqui, leia-se toda aquela lista que coloca o Brasil no terceiro maior mercado do mundo, movimentando cerca de R$1,7 bilhão: sabonetes, hidratantes, maquiagens, perfumes, óleos, cremes...) do universo feminino, mas oferece algumas poucas linhas de perfumes e loções masculinas também. Aqui, o forte é a mulherada!

A nova cara da marca será lançada com um vídeo criado pela AlmapBBDO, que, segundo os burbirinhos, deve passar no próximo domingo, 27.3, no intervalo do Fantástico, e custou R$40 milhões (incluindo a campanha do Dia das Mães).

Parece que a primeira loja a receber a roupa nova é a do Shopping Morumbi, e os primeiros produtos já com o novo logotipo devem chegar às mais de três mil lojas do Boticário a partir da segunda semana de abril.

O foco dos investimentos é, claro, o público feminino. Por isso até a nova cara da marca é mais "curvelínea", se você reparar bem. A assinatura da marca passa a ser "A vida é bonita. Mas pode ser linda", e a cara retrô ficou bem pra trás... 

Fôlego
E aproveitando as comemorações, a rede lança um braço no mercado para dar mais fôlego na hora de assoprar as velinhas: Eudora, uma marca de cosméticos e maquiagem que serão vendidos de porta em porta, com preços até 15% mais baratos do que os próprios produtos do Boticário. A marca, cujos cosméticos serão produzidos na fábrica do Boticário mesmo, no Paraná, vem para concorrer com a Avon e a Natura (sim, aquela mesma que está presente na lista das empresas mais valiosas do mundo. Haja fôlego!). 

quarta-feira, 23 de março de 2011

A marca mais valiosa do mundo e o tombo da Marlboro

Para a surpresa de ninguém, a Google é a marca mais valiosa do mundo, avliada em US$44,3 bilhões. Isso é o que indica a lista das 500 maiores marcas do mundo, elaborada pela consultoria Brand Finance e divulgada nesta semana. A Miscrosoft ficou em segundo lugar, atingindo um valor de US$42,8 bilhões.

Ainda de acordo com a lista, a Coca Cola,  ficou pela primeira vez fora das 10 marcas mais avaliadas do mercado, caindo do 3° lugar no ano passado para a 16ª posição neste ano, sendo avaliada em US$25,8 bilhões. 

Porém, não foram só as borbulhas da Coca Cola que sofreram com a queda. A filandesa Nokia foi a marca que mais despencou na lista dos mais bem posicionados, passando do 21º lugar no ano passado, para a 94º posição neste ano, avaliada em US$9,6 bilhões. Mas quem ficou feia na foto foi a Marlboro, despencando da 149ª posição, para nada mais que 499º lugar (!), a penúltima da lista.

Aqui nos tupiniquins, a marca que ficou na melhor posição foi o Bradesco, subindo da 43° posição para o 28º lugar, valendo US$18,7 bilhões. As outras nacionais que entraram no ranking foram Itau, 41º, Banco do Brasil, 95º, a Petrobras, 106º, a Oi, 190º (essa é a primeira vez que a Oi entra para essa lista), a Vivo,238º, a Vale, 275º, o Pão de Açúcar, 401°, a Eletrobras, 438° e a Natura, em 495º lugar.


Olhando a lista, dá pra ver que, das 10 marcas mais valiosas do mundo, nove são norte-americanas, e que as empresas filhas do Tio Sam têm um forte peso ao longo da lista toda, claro. Mas tem novidades: O Brasil é o terceiro país da América com as empresas mais valiosas (o Canadá fica em 2º lugar, por pouco: Emplacou 12 empresas no ranking), e o primeiro, isolado, da America Latina (a lista segue com o Mexico, com a Claro em 305º lugar, e o Chile, com as Empresas Copec, na 400ª posição).


A lista completa tá aqui.

Marlboro despencou no ranking, ficando em penúltimo lugar
 

quinta-feira, 17 de março de 2011

Hugo Boss agora com decote

A tradicional marca de roupas masculinas Hugo Boss vai lançar no Brasil uma linha de roupas femininas.O lançamento deve ser junto com a inauguração da nova loja, no segundo semestre deste ano, no Shopping Iguatemi de SP, e é fruto de um investimento de R$7 milhões*


Essa será a primeira loja que vende todos os produtos da marca alemã na América do Sul. Pra quem não sabe, Hugo Boss foi um alfaiate alemão que vendia roupas para os trabalhadores. Durante a Segunda Guerra, ele confeccionava uniformes para a SS Alemã, pois era membro do partido nazista. A marca chegou ao Brasil em 1988, 40 anos após a morte de Boss.


Voltando para as mulheres, a ideia de vender produtos femininos junto aos masculinos, parte de uma observação que cabe em diferentes classes sociais. Quer ver?
 

"A mulher da Classe C, para otimizar a visita à loja, acaba comprando roupas para o marido e os filhos. Por isso hoje, das 280 Lojas Marisa espalhadas pelo país, 205 são completas, com roupas femininas, masculinas e infantis" diz Andrea Beatrix, gerente geral de marketing das Lojas Marisa, numa entrevista que eu fiz com ela recentemente sobre consumo feminino.


Simples, né? No caso de Hugo Boss, de acordo com o Presidente da empresa para as Américas, Mark Brashear, "as mulheres compram duas vezes mais que os homens, então, consideramos a nova loja uma boa oportunidade para trazer essa linha para o país"*


 
Da Classe A à Classe C, as mulheres consomem mais e são vistas como oportunidade de investimento e expansão das marcas. Seja da brasileiríssima Marisa, ou do alemão Hugo Boss.





*Informações da coluna Mercado Aberto, da Folha de São Paulo de hoje.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Havaianas milionárias

Hoje, na coluna da Sonia Racy: 
Sandálias Havaianas, cor bege, com tira dourada, em vitrine de rua chique em Amsterdã custam... 75 euros. Palmas para a Alpargatas, que deve estar faturando alto.
E ai? Quanto valem suas Havaianas?


Havaianas de ouro na gringolândia

Os frilas da Hebe

Ontem, aos 82 anos de idade, a apresentadora Hebe Camargo estreou na televisão. Migrada do SBT para a Rede TV, a loira octagenária assinou um contrato milionário com a nova emissora e passa a apresentar o seu programa de "entrevistas por um selinho" às terças-feiras, às 22h.


Mas, como nem só de um trabalho vive o assalariado brasileiro, dona Hebe também entrou na categoria de freelancer e encheu de merchan o auditório dela.

Ao longo dos 90 minutos de programa, Hebe falou em nove marcas diferentes, desde Leite Moça (não à toa, já que o preseidente da Nestlé estava na plateia), passando pelo Banco Cruzeiro do Sul, marca de cosméticos Niely, colchão, sabonete íntimo e outras ofertas (é, eu esqueci os nomes dos últimos). Sem contar na Brahma, por onde a loira passou no carnaval para dar o ar da graça no camarote e arrancar beijinhos de gringos e amigos brasileiros.
 

Na onda "cada um se vira como pode", Dona Hebe deve ter faturado uns bons milhões nessa última terça-feira cinzenta.

Hebe Camargo: de Leite Moça a sabonte íntimo, e uns trocados a mais no bolso





sexta-feira, 11 de março de 2011

Cachaça pra elas

E já que as mulheres estão comprando mais, trabalhando mais, estudando mais e bebendo mais (sim, o número de mulheres alcoólatras aumentou 78% nos últimos três anos, no Estado de São Pauo, segundo dados da rede pública de saúde),o varejo está de olho nesse "boom feminino" e não deixando escapar nenhuma oportunidade.
Por isso, agora até bebidas alcoólicas focadas no público feminino começam a pipocar por aí.

Em 2007 a Ambev  lançou a cerveja Porto, focada nas mulheres. Honestamente eu nunca vi essa cerveja por aí. E eu não tenho muita dificuldade em procurar cerveja! (vou estudar esse caso e prometo post logo logo sobre a tal cerveja)


Pois agora vão lançar uma cachaça com teor alcoólico menor do que as tradicionais (que pode variar de 38º a 54º), misturada com mel, com um gosto mais doce, para tentar agradar o paladar feminino. A cachaça Bee (é, de abelha mesmo), deve ser o resultado de uma parceria entre Nelsinho Piquet (oi?) e os empresários Eduardo Jorge e Hendrik Wolff, que acrescentará o mel a um produto já existente cuja marca e nome eu ainda não descobri, finalizando numa bebida com teor alcoólico de 21º e gosto doce.


O produto deve chegar às redes de supermercados, lojas e baladas em abril. 


Bee: nada além da velha cachaça com mel das baladas

quinta-feira, 10 de março de 2011

O salto alto do consumo brasileiro



Uma pesquisa do Instituto Sophia Mind revelou que mais da metade do consumo no Brasil é dominado pelas mulheres. Isso significa que as cerca de 98 milhões de mulheres brasileiras são responsáveis por 66% do consumo no país, ou mais ou menos R$1,3 trilhão por ano, diretamente ou na influência de compra de bens e serviços.

Analisando o contexto social e econômico que o Brasil vem passando, dois fatores são importantes para que esse número fosse atingido: A entrada, cada vez mais veloz, da mulher no mercado de trabalho - segundo Bruno Maletta (co-autor do livro Poderosas Consumidoras, originado da pesquisa) - e a ascenção da Classe C, segundo André Torretta, consultor e especialista na Classe C.
 

"Hoje, 41% da renda da Classe C vem da mulher, e é ela quem compra tudo, pois ela é o alicerce da família brasileira", explica Torretta. E Maletta completa: "Essa situação ainda é transitória, pois a entrada da mulher no mercado de trabalho ainda não terminou. Elas ainda ganham menos do que os homens (de acordo com a pesquisa, isso acontece em 71% dos casais), mas quando o salário da mulher se igualar ao do homem, esse percentual certamente vai subir".


E isso vai ser breve. De acordo com dados do Dieese, no Nordeste por exemplo, a renda da mulher já sobe mais do que a do homem: Em Recife Fortaleza e Salvador, enquanto o rendimento feminino subiu de 1,8% para 12,7%, o masculino variou de -0,2% para 9,7%

Tratando-se das cerca de 10 milhões de mulheres que estão inseridas no mercado de trabalho, segundo o IBGE, elas devem, rapidamente, chegar a um percentual bem maior do que os 66% de hoje, que deixa o Brasil na 10ª posição do consumo feminino. Ranking liderado pelos Estados Unidos, com 73% do consumo dominado pelas mulheres.

"Mas esses números são muito mais em função da própria economia do que de qualquer outra coisa. Aqui, a mulher exerce um papel social muito maior, e não fosse por um fator econômico, o Brasil certamente já teria alcançado esses 73%. Estamos rumando para essa posição com muita rapidez, inclusive", prevê Maletta.

terça-feira, 8 de março de 2011

Direto do carnaval

Ok, sei que estou interrompendo a programação oficial do Cigarra, que deve tratar de temas ligados às mulheres durante este mês.
Mas saiba, é por um motivo muito nobre. Talvez o mais nobre do ano: O carnaval.


Trago então notícias serpentinadas, direto do Rio de Janeiro.
Pelo que apurei (rapidamente, devo admitir. Não parece, mas é carnaval pra mim também), a empresa Dream Factory ganhou a licitação para organizar, pelo segundo ano consecutivo, o carnaval na cidade. Quem ficou com o patrocínio foi a Antártica (Ambev), e o Banco Itaú.


Resolveram criar uma campanha para (tentar) conscientizar os foliões sobre os lugares adequados para se fazer xixi. Tolerância zero com os mijões, no português claro (até hoje de manhã, cerca de 500 pessoas haviam sido presas em decorrência de uma bixiga cheia). O único problema é que distribuíram pela cidade nada mais do que quatro mil banheiros químicos. Isso tudo para nada menos do que TRÊS MILHÕES de foliões, de acordo com a expectativa do Guia de Carnaval de Rua Rio 2011.

Numa conta rápida - e eu sei que não sou boa nisso, mas vamos lá: Dividindo três milhões por quatro dias de festa, são 750 mil pessoas. Sendo assim, a proporção é de quase 188 pessoas por banheiro em um dia. Ou seja, até hoje a noite (último dia de festa), já devem ter pasado 752 pessoas por um único banheiro!
Eu fui a campo. Literalmente. E posso afirmar, que, se esse número não está exato, está muito próximo da realidade.

Além desses números absurdos, outra bizarrice desse patrocínio foi o fato de eu só ter encontrado Antártica em TODOS os lugares por onde passei, inclusive por muitos bares e não apenas nos ambulantes. As latinhas azuis simplesmente dominaram a cena e não foi possível encontrar uma única lata de Skol, Devassa ou Itaipava pela cidade. Um termendo monopólio que - não sei se eu sou menoria - mas no meu caso, me fez mais ter raiva da Antártica, do que tomar gosto por essa marca de cerveja.





Antártica: Monopólio e o filme queimado

Maioria das informações daqui.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Franquia cor-de-rosa

Um estudo feito pela conslutoria Rizzo Franchise apontou que das mais de 160 mil franquias do Brasil, 61 mil são amdministradas por mulheres. E elas têm entre 36 e 45 anos.
E mais: Essas franquias faturam até 32% mais do que as administradas pelos homens.
 

Quer saber por que? De acordo com a pesquisa, nesse caso, as mulheres têm melhor capacidade de organização, adaptação e bom relacionamento com os funcionários.
Lojas de moda feminina e calçados, sorveterias, yogurteiras, centros estéticos e spas estão entre os favoritos da mulherada. Meio óbvio, né? Mas que elas faturam mais nesse tipo de administração, eu não sabia.


Yogoberry: 70% das franquias estão sob comando das mulheres.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Danoninho para as balzáqueas


A partir deste mês, as prateleiras dos supermercados passam a contar com mais uma embalagem de iogurte para abarrotar a seção dos laticínios. 
Densia é a nova aposta da Danone para conquistar o crescente e potencial público feminino. Cada 100g do potinho promete nutrir a mulher a partir dos 30 anos (esse é o público-alvo) com 50% da recomendação diária de cálcio para uma pessoa adulta.


O produto já existe em outros países como Rússia, Espanha, França, Portugal e Estados Unidos, e chega ao Brasil com a tarefa de aumentar em 50% o consumo per capita de iogurtes - mesmo objetivo traçado (e alcançado!) pelo Activia, também da Danone, que hoje detém 56% de share entre os funcionais comercializados.


Densia será lançado nos sabores morango e aveia, nas versões cremosa, em bandeja com quatro potinhos de 100g cada, e líquida, em versão unitária de 180g cada. O preço sugerido é R$3,64 a bandeja, e R$1,29 a garrafinha.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Sobre as novidades enotécnicas

Já havia falado aqui sobre uma marca de vinho portuguesa que ia começar a se reposicionar no mercado brasileiro, né? Inclusive, investindo pesado no público jovem.
Eis que abro a Época São Paulo deste e mês e me deparo com esse anúncio:


O que acharam?

Clube das mulheres





Vinte e oito por cento das mulheres brasileiras estão insatisfeitas com os serviços finaceiros. 
Não à toa, hoje 75% delas investem algum dinheiro na poupança* - uma das menores taxas de rendimento do mercado.
Surfando na onda dos clubes de compras, e de olho nessa realidade, começam a surgir os clubes de investimento focados nas mulheres.
Funciona assim: uma corretora administra os interesses gerais do grupo, orientando nas compras das ações e no tipo de investimento. O dinheiro pode ser aplicado em diversos investimentos, mas como regra, pelo menos 51% do montante deve ser destinado a ações.
O bacana é que as orientações e dicas são mais personalizadas, como para certa faixa etária, condição social e até direcionadas a determinado objetivo. E serviços personalizados normalmente tendem a ganhar o público feminino.
Achou a ideia legal? Entra lá: www.mulherinvest.com.br e BMF&Bovespa.


*Dados Sophia Mind

terça-feira, 1 de março de 2011

Das mulheres

E já que neste mês comemora-se o Dia Internacional da Mulher, começo hoje uma série especial de posts sobre consumo e marcas relacionados às mulheres.
Muita coisa que vai aparecer aqui eu vou tirar do Instituto Sophia Mind, empresa de inteligência de mercado do grupo Bolsa de Mulher, que reúne informações, pesquisas e serviços direcionados às mulheres.


Aí que no ano passado esse Instituto fez uma pesquisa e descobriu as marcas mais lembradas pelas moçoilas brasileiras.
Dá uma olhada no ranking:
- A Natura foi a marca mais lembranda em três categorias: beleza, cuidados pessoais e preocupação ambiental (nesse último quesito, a Natura pulou de 12% para 25% das lembranças, seguida de Ypê, com 7%. Lavada...)
- Entre as marcas de consumo mais citadas pelas mulheres, a Nestlé está no topo, no quesito alimentação, sendo que no Nordeste, ela se destaca ainda mais, enquanto no Sudeste a Sadia é a líder.
- A CVC foi a marca mais lembrada na categoria turismo, enquanto a Sony lidera em eletrônicos, e Unimed em planos de saúde.

A pesquisa foi feita com cerca de dez mil mulheres, via Internet.
No próximo post tem mais...



quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Whisky pra galera



O whisky Ballantine's Finest (8 anos) está investindo no público jovem da balada: É que acaba de chegar ao Brasil, com lançamento primeiro em Salvador (não à toa, o Nordeste é a maior praça consumidora de whisky do País, com Recife na liderança), as garrafas "azuis-que-acendem-e-eu-preciso-de-uma-dessa-na-minha-mesa" Ballantine's Finest Equalizer.
A ideia é chamar a atenção desse público mais jovem, que ainda não consome a bebida escocesa, mas que está sempre de olho nas novidades. Por isso uma garrafa que chame tanto a atenção na pista.

Lembrando que Ballantine's, criado em 1827,  foi eleito por duas vezes consecutivas - em 2009 e em 2010 - como o melhor Scotch Standard do mundo, pela Bíblia do Whisky.
A marca possui seis tipos do malte: Ballantine's Finest (agora também na nova embalagem Equalizer!), Ballantine's Pure Malt, Ballantine's 12 Year Old,
Ballantine's 17 Year Old, Ballantine's 21 Year Old e Ballantine's 30 Year Old.
A Pernod Ricard, detentora da marca, encomendou do escritório londrino The Core o design da embalagem. Com preço sugerido de R$280,00 a garrafa já vem com 750 ml da bebida (preço na balada).

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tim Tim



E falando em bebida...
O Instituto Brasileiro do Vinho divulgou no final da semana passada que em 2010 as vendas de espumantes nacionais subiram 12%.
Esse número reflete, além das mudanças no hábito de consumo dos brasileiros, o forte investimento das empresas de espumantes nacionais, que hoje é composta em 90% por vinículas gaúchas.
Por outro lado, os vinhos finos nacionais tiveram um crescimento nas vendas de apenas 0,8%. Mais um dado que não é por acaso: O dólar baixou e as importações aumentaram. Um número maior de vinhos importados entrou no mercado tupiniquim e com um preço acessível.


Sem pretensões - e é só um palpite mesmo - mas algo me diz que alguma gigante vai abocanhar essas borbulhas gaúchas.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O duelo do lúpulo

Não é de hoje que Ambev e Petrópolis (a cervejaria da Itaipava e ex-Cintra) não se bicam.
Mas dessa vez a Itaipava apelou: Fez uma edição espcial da latinha para a Stock Car... vermelha. Idêntica à nova (nem tão nova assim) embalagem da Brahma, lançada em 2010.
O fato é que, a pedido da Ambev, a Terceira Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou que as latinhas de Petrópolis deveriam sair de circulação, por considerar "prática de concorrência desleal por ter se aproveitado do marketing e publicidade investidos pela Ambev na época de lançamento da nova embalagem da Brahma".


Aqui em São Paulo a latinha vermelha nem chegou a dar as caras - eu, pelo menos, não vi ao-vivo - mas se chegasse, a multa de R$30 mil por descumprir a ordem da Justiça seria capaz de comprar cerca de 20 mil latinhas de Itaipava. Dá pra garantir o carnaval, não?



terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Para as mulheres





A PepsiCo lançou recentemente um biscoito feito especialmente para o público feminino.


Os biscoitos eQilibri foram lançados no ano passado em duas versões: Cracker, que pelo formato é tipo um mini cream-cracker mesmo, e vem nos sabores toque de limão, mussarela de búfala e manjericão, e original (sejá lá o que isso signifique tratando-se de um salgadinho) em embalagens de de 23g e 100g.
A outra versão é a Penetini, em embalagens de 40g, nos sabores queijo suave e presunto parma, e parece uma torradinha.
Eu ainda não experimentei. Pelo mesmo motivo detectado fazendo uma pesquisa rápida entre meus amigos: Nunca vi em lugar algum. 
A ideia de lançar um produto especialmente para o público feminino pode ser uma sacada: Trabalham com a ideia de ser um biscoito mais leve, com menos gordura e menos calorias, a embalagem "cabe na bolsa", o site é todo voltado para a "mulher moderna", que trabalha e tem dupla jornada, e além disso, trata-se do público que mais consome no país, certo?
Mas pode ser também arriscado. Um produto destinado a um público específico, automaticamente excluí todo o resto.
Arriscado ou certeiro, o lançamento do eQilibri chegou para engordar o portfólio de snacks da Pepsico, já recheado com a Elma Chips e os salgadinhos Fofura e Lucky.





domingo, 23 de janeiro de 2011

Carrotmob. Você já ouviu falar?






Há alguns anos nos Estados Unidos, um cara chamado Brent Schulkin "inventou" um novo método de estimular as empresas a entrarem na onda verde do ecologicamente correto. Schulkin percebeu que, se as pessoas passassem a comprar apenas produtos oriundos de empresas que tivessem uma política ecológica bacana, o mercado  ficaria estimulado a cumprir uma agenda verde.
Ao invés de unir pessoas para boicotar algum estabelecimento, a comunidade volta os olhos para quem cria iniciativas como reciclar o lixo, não usar sacolas plásticas etc. É como se fosse um boicote ao contrário. E muito mais fácil, já que apontar caminhos costuma ser mais viável do que simplesmente tentar (quase sempre em vão) vetar algum estabelecimento. 
"Carrot and stick" remete àquela velha história do burro que pode andar estimulado por palmadas, ou com uma cenoura à sua frente como futura recompensa.
Ou seja, ao invés de "bater" nas empresas fazendo passeatas, boicotes e protestos para que elas se comprometam com o futuro do planeta, esse método oferece a cenoura à elas. Ou melhor, o lucro.
É mais fácil porque as pessoas estão mais dispostas a participar de um Carrotmob do que de um boicote.


Na prática
Cria-se um grupo de pessoas de uma mesma comunidade e, num flashmob literalmente, combina-se um dia para que todo mundo vá ao estabelecimento e compre normalmente, sem alarde, sem protestos. A empresa lucra, o concorrente fica sabendo e tem que se mover para - literalmente - correr atrás do prejuízo.


Essa iniciativa ainda não chegou ao Brasil. Mas a ideia já e a semente começa a ser plantada. 
E você? O que acha? Participaria? 

sábado, 15 de janeiro de 2011

Brasil otimista


Setenta e três por cento dos brasileiros acham que 2011 será melhor do que 2010. Esse dado coloca o Brasil como o segundo país mais otimista do mundo.
Foi o que concluiu o Barômetro Global do Otimismo, uma pesquisa realizada no ano passado pelo
Ibope, em parceria com a Worldwide Independent Network of Market Reserch, que ouviu 64 mil pessoas em 53 países.
Segundo a pesquisa, nenhum país desenvolvido entrou para o grupo dos oito países mais otimistas do mundo: Encabeçada pela Nigéria (83%), a lista seguiu com o Brasil (73%), Vietnã (73%), China (67%), Gana (64%), Argentina (60%) e Bangladesh (também com 60%). Sim, somos tão otimistas quanto os Vietnamitas.
Os dados do Barômetro, uma pesquisa que mede anualmente a expectativa da população para o ano seguinte através dos indicadores de esperança e descrença, também concluiram que a América Latina é a região mais otimista do mundo (puxada pelo Brasil e os hermanos argentinos), seguida da África (com Nigéria e Gana) e Ásia (puxada pela China e pelo Vietinã)


Na mesma
Na média, segundo a pesquisa, os países Árabes acreditam que 2011 será a continuidade de 2010, e ficará na mesma.
Expectativa até positiva, se considerarmos os países do antigo bloco soviético: Apenas 27% estão otimistas. Pior ainda na Europa, continente mais temeroso do mundo neste ano-novo.

Nunca antes na história...
O nosso otimismo é o mais alto da história: Em 2009, 71% da população via com bons olhos o próximo ano. E em 30 anos esse indicador quase dobrou, passando de 38% em 1980, para 49% na década seguinte, 59% em 1997, e 73% em 2010.
A pesquisa também pôde localizar os "picos de otimismo" do brasileiro. Em 1994, no auge do Plano Real, o otimismo tomava conta de 68% dos brasileiros, e em 1980, com a vitória da Campanha das Diretas, 60% acreditavam que 1961 seria melhor.

A pesquisa completa pode ser visualizada
aqui, no site do Ibope.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Um negócio chamado São Paulo Fashion Week





E foi dada a largada para a disputa dos crachás mais cobiçados do mundo fashion.
O debutante São Paulo Fashion Week (neste ano, a semana de moda mais importante da América Latina chega ao seu 15º aniversário) já está com os motores aquecidos para desfilar suas tendências entre os dias 28 de janeiro e 02 de fevereiro.
Fora a sola de sapato para gastar pelo pavilhão da Bienal, você sabe quanto custa uma edição dessa semana de moda tupiniquim?


Na edição passada, R$13 milhões foram investidos no evento (até então, a média de investimento por edição era de R$8 milhões)


Somando as duas edições anuais, o SPFW impulsiona cerca de R$1,8 bilhões em negócios relacionados direta ou indiretamente ao evento.


São 5 mil empregos diretos ou indiretos que surgem em decorrência do evento


Os estilistas e as grifes que compõem o SPFW chegam a investir R$7,5 milhões por temporada


Só de jornalistas, são mais de dois mil, incluindo os brasileiros e a imprensa gringa (países como Rússia, EUA, Itália e Alemanha sempre dão as caras por aqui).


Cerca de 350 modelos desfilam seus corpos esguios pelas passarelas ao longo dos seis dias de evento.


Desde a sua primeira edição, em 1996, quase dois milhões de pessoas assistiram aos desfiles.



Cerca de 35% do público que assiste aos desfiles do SPFW, vem de fora de São Paulo.




*Os dados são da PRCom

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Geração Mesbla





A francesa Mesbla e a inglesa Mappin, as queridinhas do consumo na década de 1980, foram as propulsoras do crediário e inauguraram um novo jeito de consumo no Brasil. Tudo indicava, que, ao aportarem nas calçadas e shoppings tupiniquins, o sucesso seria certeiro. Tinha até um certo glamour nas duas gringas. Quem nunca teve uma roupa ou um utensílio doméstico de uma ou da outra? Ou das duas?!


Porém, ao longo dos anos, o glamour foi se transformando em concorrências mais fortes (lojas e hipermercados estrangeiros estavam sendo estabelcidos no país), em tentativas de reformulações, dívidas e, finalmente, brigas judiciais. Até que, em 29 de julho de 1999, quando ambas estavam nas mãos de Ricardo Mansur (Em 1996 assumiu o controle acionário do Mappin, e no ano seguinte, o da Mesbla), a falência das duas maiores lojas de departamento do país foi decretada. 


Naquele ano, o cenário ecônomico do país não era dos melhores. Não é novidade que, desde o início do Plano Real, uma série de empresas tradicionais vinham fechando as portas. A maré não estava pra peixe, e, em decorrência dessa crise financeira, até aquele dia 29 de julho, empresas como Encol, Rede Manchete e Lobras já haviam encerrado suas atividades. 


Desde 2009 há boatos e especulações dando conta de que uma dessas duas rainhas das lojas de departamento dos anos 1980, a Mesbla, estaria de olho nas sacolas - ecobags ou não! - dos brasileiros. E voltaria.


Ainda nas mãos de Ricardo Mansur, a francesinha renasceria como loja virtual feminina. Isso porque a marca Mesbla não entrou no processo de falência da companhia e ainda permanece nas mãos de Mansur.


Houve até um site piloto, mas, por mais uma confusão de Mansur (ele não abriu mão que seu nome constasse no contrato, pontapé inicial para o desentendimento com a agência já contratada para fazer o trabalho, a J3P), o projeto caiu por água abaixo.


E ai, a Mesbla e o Mappin voltam ou não?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Novidades enotécnicas


Uma marca de vinho portuguesa vai se reposicionar no mercado brasileiro neste ano. A novidade, além de anúncios e ações de marketing, é que o investimento será no público jovem, que, em tese, não toma e não conhece nada do mundo do vinho.


Aqui no Brasil os jovens realmente não têm o hábito de tomar vinho. A brecha existe, e se der certo, é um nicho que tem tudo pra se desenvolver. Soube que a ideia é implantar o hábito de tomar vinho na balada - brancos e rosés, já que estamos falando do clima tropical do Brasil.


Um desafio e tanto. Mas como toda grande marca sabe, a ordem é essa mesmo: Primeiro desenvolve-se a categoria (neste caso, cria-se o hábito de se tomar vinho entre os jovens) e, na carona, desenvolve-se a marca.



domingo, 2 de janeiro de 2011

Compras e benefícios





Na semana passada saiu na Folha, no caderno Mercado, uma daquelas matérias básicas de "Como ter dinheiro em 2011".
No site, só tem para assinantes, mas essas dicas são meio genéricas e estão por toda parte (aqui no IG, também tem, por exemplo).


Deixando de lado aquelas dicas básicas, como "faça uma planilha de gastos mensais" ou "escolha uma forma de invetsimento que seja de acordo com a sua realidade financeira e invista, nem que seja R$50,00 por mês", o que mais me chamou a atenção, foi uma economista dizendo "Compre o que vai te trazer algum benefício. Quando for comprar um produto, primeiro pense, que tipo de benefício isso vai me trazer? Se a resposta for nenhum, deixe de lado", explica.


Um bom mantra para ser repetido ao longo do ano, certo?

2011: Pra começar





Hoje eu começo A cigarra canta
Talvez aproveitando a energia do primeiro dia do ano, quando aquela nossa lista de desejos está pulsando nas nossas cabeças.

E pra falar em primeiro dia do ano, não poderia deixar passar a posse a primeira presidente mulher do Brasil. 
Dilma, no seu discurso na cerimônia da posse, dentre milhares de projetos e promessas, falou numa "classe média sólida e empreendedora".
Graças ao tão falado avanço da classe média no Brasil, muitas coisas mudaram, e a maioria das empresas - pra não dizer todas - produtoras ou ligadas à produção de bens de consumo tiveram que se repensar e se reposicionar moldadas por esse novo cenário econômico brasileiro. Sei de multinacionais que já correram para criar seu núcelo de produtos e lançamentos direcionados para a classe C.

Numa analogia à história da formiga e da cigarra, posso dizer que essa "nova" classe social é uma mistura desses dois insetos: trabalha muito como a formiga, mas, em decorrência de todo esse trabalho e da situação econômica do país (sempre trabalhou-se muito, mas agora o dinheiro está começando a girar de verdade), goza cada vez mais de condições para cantarolar como a cigarra, pelos quatro cantos do país e do mundo. 
A CVC que o diga! Nunca antes na história deste país, venderam-se tantos pacotes de turismo como neste ano de 2010. A cigarra canta e viaja...

A cigarra canta surgiu da ideia de falar sobre essa nova situação consumista em que o Brasil se encontra: dezenas de produtos são lançados diariamente, os preços sobem, descem e sobem de novo, as empresas se reposicionam, criam, tiram de circulação, mudam de nome e de embalagem para agradar os consumidores com dinheiro na mão e ávidos por novidades. Quanto custa acompanhar essa mudança de cenário? Quais novidades estão surgindo? O que as empresas estão fazendo para fidelizar de vez seus clientes? Tem funcionado? 

Como diria Raul Seixas, "a formiga só trabalha porque não sabe cantar".
Feliz ano-novo!